Como já deixei bem claro no meu
‘quem sou eu’, tenho aversão a injustiças. E considero a maior delas as
desigualdades que existem no nosso mundo.
É incrível que mesmo no século
XXI, - depois de todas as revoluções que ocorreram, toda mudança que tem
ocorrido - ainda existam pessoas que levam em seu interior a vontade de ter e
ser mais que os outros.
É inadmissível que um deputado
receba auxílio paletó de quase 30 mil reais por ano, enquanto que uma pessoa
não tenha dinheiro para comprar um quilo de arroz ou de feijão que é base da
alimentação brasileira.
É inaceitável que ainda existam
pessoas que vivem em extrema miséria, no meio do lixo, retirado daí o seu
sustento de toda sua família, e em contra partida tenha pessoas que não gostam
de repetir roupa por pura vaidade.
Semana passada, assisti pela
milésima vez ao filme Titanic. E uma cena que até então eu não tinha dado muita
importância, mas que dessa vez me chamou muita atenção foi uma em que uma
criança pergunta à sua mãe o que está acontecendo (quando o navio começa a
afundar) e a mãe responde “fique calma minha filha; assim que terminarem de
colocar a primeira classe nos botes vão começar a nos chamar e precisamos estar
prontas.” Aquilo me comoveu muito mais que a parte em que o Jack morre, pelo
simples fato de que aquilo era real. Assim como é até hoje. Até na hora de
decidir entre morrer e viver quem tem dinheiro leva a melhor. E os verdadeiros
valores, onde estão?
Sempre aprendi que acima de
tudo, a ‘amar ao próximo como a ti mesmo’. Mas nessas horas percebo que isso é
muito mais teórico que prático. Na hora do ‘vamos ver’, ninguém daria a vida
pelo outro. Percebo, e dói dizer isso, que existem pessoas que não dariam a
vida nem mesmo por sua mãe. Tentei por diversas vezes me colocar no lugar
daquela mãe do filme, e por mais emoção que eu sentisse acho q não consegui
chegar nem perto do que ela sentiu a falar aquilo para a própria filha.
Toda essa ganância desse mundo
capitalista me assusta muito. O verdadeiro deus dessas pessoas, não é aquele
que entregou seu único Filho numa cruz para remissão dos nossos pecados.
Sei que não escrevo muito bem e
na maioria das vezes não consigo alcançar meu verdadeiro objetivo num texto,
como foi o caso desse. Mas acho que dá pra ter uma noção do que quis
expor.
“A
desigualdade social é um monstro que se alimenta da inocência do povo.”
– Autor
desconhecido.
Beijinhos, Claudiane.

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