Hoje vou indicar um filme que considero fantástico:
Dança com Lobos!
Para alguns acostumados aos filmes rápidos e superficiais do
tipo besteirol, por exemplo, o filme pode parecer longo e maçante. É preciso
então, no mínimo boa vontade para assistir a esse filme.
Mas para quem tem o mínimo de sensibilidade, imaginação e
fé, os seus 180 minutos, são mágicos e a duração é correta. Nem menos, nem mais.
Não vou falar da parte técnica porque disso nada entendo.
Mas posso garantir que a fotografia, figurino, enredo e atuações são incríveis.
O filme conta a história de um soldado americano, John
Dunbar, tenente da União que após tentar o suicídio se torna um herói, numa cena
poética e forte, do tipo que te faz prender a respiração. Ganhou com isso o
direito de escolher o local de sua próxima missão. Começa então uma nova etapa
em sua vida. Sozinho, a não ser pela presença de um lobo que cada vez mais se
aproxima do forte onde passa os dias e noites. É o inicio de uma amizade
inesperada e pura. Mais surpreendente ainda é a empatia, respeito e posterior
amizade entre John e os “peles vermelhas” que habitam a região. Mas John, agora
“Dança com Lobos” não pode pertencer e lutar por dois povos diferentes. E de
suas escolhas depende a vida daqueles que um dia salvou a dele.
Não vou comentar o filme por inteiro, só assistindo para
compreender a grandiosidade e beleza deste projeto. Mas é impossível não citar
algumas cenas ou alguns aspectos.
1-Tentativa de suicídio: como disse anteriormente é uma cena
forte e poética. Você fica meio sem ar, torcendo para que tudo acabe bem. É bem impactante, e nos faz pensar no poder
que pensamos possuir sobre nós mesmos, sobre nossa vida, mas que no fim estamos
sim sujeitos as decisões e projetos de uma força maior. Força maior que para
mim é Deus!
2-Solidão de Dunbar: mostra que às vezes precisamos do silêncio
para poder escutar. Escutar nossa própria voz, reestabelecer a paz com quem
somos, e muitas vezes, até mesmo descobrir quem somos.
3-Amizade com o Lobo: todas as cenas de interação entre Lobo
e o John são lindas, do tipo de cena que nos deixa com um sorriso nos lábios.
Para quem faz biologia então, seria um sonho ver esse tipo de interação na vida
real. Homem e animal como um só, em respeito mutuo. O carinho de John com seu cavalo Cisco também
é tocante.
4-Tentativa de comunicação entre John e a tribo: são
engraçadíssimas essas cenas, mas mesmo quem não entende do assunto percebe o
estudo e esforço para tornar tudo real. E parece real. Também chama a atenção
para o fato do homem ser tão passível de aprendizado.
5-Romance entre “Dança com Lobos” e “De pé com punho”: não é
meloso, não é forçado, e todas as cenas te fazem torcer pelo casal.
6-Cena final: John, agora “Dança com Lobos”, se firmou em
outra vida, sua verdadeira vida. Com a tribo pode encontra-se, aprender o
respeito, a paciência, a obediência, a coragem, a lealdade, a amizade, e a
gratidão. Essa mesma gratidão o fará decidir novamente entre dois mundos.
Queria falar tanta coisa sobre o filme, mas o legal é
assistir e se surpreender. Só para constar, o filme é estrelado por Kevin
Costner, Rodney A. Grant e a sempre fantástica Mary McDonnell, com direção do
próprio Kevin.
Para mais informações
acesse: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-6480/
Para terminar uma linda e sábia frase do próprio filme:
“De todos os caminhos desta vida, existe um que realmente
importa. É o caminho para o verdadeiro ser humano”
Espero que assistam e que tenham gostado do texto.
Beijinhos,
Marcelle









